Abertura das Olimpíadas de Pequim, 2008
Ξ August 10th, 2008 | → 0 Comments | ∇ Esportes |
Da quadra direto para os braços dos fãs. Este será o sábado de Giba, o melhor jogador de vôlei do mundo. Em Goiânia para dois jogos da Seleção Brasileira na Liga Mundial, contra a equipe da Venezuela, o jogador sai do ginásio e segue para o Shopping Flamboyant, onde fará uma sessão de autógrafos na loja Fujioka.
Os profissionais da imprensa estão convidados para acompanhar o encontro de Giba com os fãs e na seqüência conversar com o jogador sobre a fase final da Liga Mundial, que será disputada no Rio de Janeiro a partir da próxima quarta-feira. A Seleção de Giba briga pelo oitavo ouro na competição, e se vencer empata com a Itália em número de títulos, acabando com a hegemonia dos europeus nesta competição.
Para o público que comparecer à sessão de autógrafo em Goiânia haverá uma promoção interessante: quem comprar um monitor Samsung ganha uma camiseta do Time Medalha Azul Samsung autografada pelo Giba.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) cassou o mandato de mais cinco vereadores no Estado. Ao todo, já são 124 parlamentares que perderam o cargo por infidelidade partidária.
Na cidade de Pequeri, Joel Orlando Sevarolli obteve 125 votos e trocou o partido do PMDB pelo PP. Em Salinas, Clemente Sarmento Petroni conseguiu se eleger com 739 votos e passou do PSDB para o PPS. Gilberto Capobiango, eleito pelo PDT com 318 votos, mudou para o PTB, em Eugenópolis.
Em São João Nepomuceno, Antônio Braz Alves Coelho foi eleito com 581 fotos pelo PMDB, mas trocou o partido pelo PMN. E Marco Antônio Ribeiro, eleito em Jesuânia com 182 fotos, saiu do PFL e foi para o PV.
De acordo com o TRE-MG, os processos de cassação no Estado estavam acumulados e só começaram a ser analisados no dia 1° de abril, período mais próximo da eleição.

O Brasil venceu e cenvenceu contra as norte-americanas. Com a Jaque fora de combate – ela levou uma pancada no joelho – não houve muita dúvida para colocar o time em quadra. Paula e Mari foram muito bem nas pontas, usando e abusando do bloqueio mais baixo - na saída o bloqueio atrapalhou bastante a Sheila. Mais a Wal super eficiente nas bolas rápidas, também no contra-ataque, e a Thaísa dentro do script.
A seleção tem muitas boas opções de ataque e contra-ataque, e a Fofão coloca todo mundo para jogar com muito ritmo e precisão. A fórmula está perfeita e o PONTO DE EQUILÍBRIO do time, sem medo de ser repetitiva, está no PASSE. Com a bola na mão – como na foto acima – o time joga seguro, com velocidade e eficiência. Porém, quando cai o rendimento do passe, cai também a velocidade e precisão, e o time perde a segurança e a eficiência.
O técnico Zé Roberto reclamou disso na partida de hoje: o jogo endureceu no terceiro set na medida em que pioramos o rendimento desse fundamento. Contra a Itália, a próxima adversária das brasileiras, teremos mais dificuldades do que contra as norte-americanas. O time é melhor, bateu as chinesas na estréia da fase final, tem duas ponteiras entre as mais eficientes no ataque - Piccinini e Aguero – e uma ótima levantadora – Lo Bianco.

O corte foi na terça e a notícia não é nova, mas demorei a escrever sobre a saída do Nalbert, não sei muito o porquê. Quando foi convocado, no início do ano, Nalbert estava saindo de férias depois de jogar a Superliga. Vinha ainda recuperando a pegada depois de uma cirurgia no ombro, mas foi chamado pelo Bernardinho.
Acho que, naquele momento, o Bernardinho via em Nalbert um líder para apoiá-lo na condução do time até Pequim. Talvez na cabeça do Nalbert passasse algo como uma chance inesperada de jogar mais uma Olimpíada, além de uma ótima chance de voltar a forma – já que a condição oferecida para a preparação física e técnica na seleção é muito boa.
O Nalbert treinou, recuperou a forma, mas não alcançou a pegada da seleção. Ainda um grande jogador, mas não tão potente quanto a seleção brasileira pede. Parece que foi o adeus, e Nalbert quis tentar mais uma vez. Mas não quer parar, pode chegar em qualquer time do mundo, como disse Bernardinho, ele inclusive já declarou que está indicando para quem perguntar. O Nalbert ainda é o maior campeão do vôlei mundial, pois ninguém mais é campeão do mundo em todas as categorias.

Para quem não conhece a linguagem dos boleiros do vôlei, toco é quando um bloqueio devolve o ataque direto para baixo, como a Sheila fez com a italiana Secolo na foto.
O Brasil jogou muito bem. Já a Itália no mínimo contida, tímida, em alguns momentos assustada. Estávamos mais inteiras, correndo atrás e tocando nas bolas no bloqueio e na defesa. Palmas para o Brasil, bela vitória.
Já ganhamos das norte-americanas, agora das italianas e as chinesas são as próximas adversárias. A China já perdeu duas nesta fase final – contra Itália e Cuba – e pode querer se recuperar bem contra o Brasil. Cuidado…

A foto não é do pódio, ainda tem mais um jogo contra o Japão. Na fase final do Grand, numa disputa um contra todos entre 6 seleções, o Brasil arrasou seus principais adversários e ficou com o título com uma rodada de antecedência.
Pouco a pouco a cada um dos torneios classificatórios e culminando na fase final, o Brasil evoluiu e mostrou seu grupo completo e em melhor forma física e técnica do que as adversárias. EUA, Itália, Cuba e a própria China, tiveram seus desfalques durante todo o Grand Prix, ao contrário da nossa seleção: no Grand Prix conseguimos montar uma base, testá-la e desenvolvê-la.
E lá vem o velho chavão: ainda não ganhamos nada!!! Mesmo porque Grand Prix já ganhamos 7 vezes, Olimpíada ainda nenhuma. E, ok, o time sabe desse objetivo inédito e está muito firme nesse caminho. Mas como será que esses times estarão em Pequim?
A China foi o time contra quem mais jogamos nesse tour pela Ásia – 3 vezes. Vencemos duas e perdemos a primeira, lá no primeiro torneio. Aprendemos a jogar contra elas, mas não se pode menosprezar o momento do time chinês, pois em jogo decisivo, especialmente numa Olimpíada em casa, elas podem tudo.
Os EUA têm um bom time, são disciplinadas taticamente, bom sistema defensivo, mas não coloco fé. Com concentração e segurança, não perdemos para elas não.
A Itália é um perigo, mas sem a Del Core e a Aguero rendendo pouco (talvez com problemas físicos) pode ficar mais fácil, do jeito que foi no Grand Prix. Mas não dá para contar com isso, pois se as italianas derem uma puxada na parte física, resolverem os probleminhas de passe e melhorarem o rendimento do ataque, aí fica difícil.
Cuba foi um desastre contra o Brasil. Parece que houve briga, além de não ter jogado completo. Este time pode tudo, ou pode nada, depende do dia. Mas, com certeza, algumas questões que os cubanos deixam acontecer num campeonato como o Grand Prix, não se repetem numa Olimpíada, jamais. Olimpíada é sagrado para os cubanos.
Por último, o maior mistério de todos, seleção russa. Dia 11 de agosto, o Brasil irá enfrentar esse fantasma e acabar com nossa expectativa. O time com bloqueio altíssimo que exige muita força e velocidade do nosso ataque, saque potente, ataque difícil de parar no bloqueio, bom volume de jogo. Uma combinação sempre difícil para nosso estilo de jogo. E já que eles não jogaram o Grand Prix, vamos ter que esperar até dia 11, o nosso segundo jogo em Pequim, para ver o que vai dar.