Vida roubada…
por Bruna Martinho
A ex-candidata à presidência colombiana Ingrid Betancourt conseguiu finalmente a liberdade ontem, depois de passar mais de seis anos como refém das Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. SEIS ANOS! Um tempo roubado que não vai voltar atrás para ela. Imagina só tudo o que ela não passou e sofreu ao longo desse período.
O esquema das Farc é simples: sequestrar algumas pessoas e utiliza-las como moeda de troca para conseguir subsídios para continuar com sua guerra. E assim vão roubando a liberdade dessas pessoas, as mantendo em condições precárias e desumanas. Será que vale tudo mesmo no amor e na guerra?
E por que é tão difícil conseguir resgatar essas pessoas? Imagina se uma facção dessas começa a funcionar aqui no Brasil? Sim, porque aqui o crime é muito bem organizado, bem mais do que a polícia.
Eu acho tudo isso um absurdo e digo que, enquanto o crime for mais eficiente do que a polícia, não dá pra se sentir seguro em nenhum lugar do mundo.
Ainda bem que existe agenda
por Viviane Macedo
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Tem dias que não paramos por um só minuto. É tanta coisa para fazer que temos a nítida impressão que 24 horas não serão suficientes para finalizar tudo que precisamos.
Mas, sim, elas têm de ser!
É impressionante como quanto mais temos para fazer, mais acabamos nos enrolando com tanto trabalho. E aí vem ela, pronta para nos ajudar… A agenda!!!
Quem não está acostumado a usar pode até pensar que é exagero e que não tem como um pedaço de papel ser tão importante no desenrolar das tarefas… Mas acredite, ela faz toda a diferença.
Eu não era muito adepta a agendas, comprava uma todos os anos e com o passar dos dias ela ia ficando cada vez mais para trás, branquinha, como quando saiu da loja… Mas depois de que mudei esse hábito e aprendi a usá-la para registrar minhas tarefas e estimar um tempo para cada uma delas percebi o quanto esse planejamento simples é importante.
Hoje foi um dia desses, onde sem minha agenda, acho que estaria até agora apenas pensando como e por onde começar meu trabalho. Foi ela também que não me deixou esquecer de escrever esse post, como às vezes acontece quando eu não anoto essa tarefa.
Então, vai uma pergunta sobre “agenda”. Você usa? Se sim, acha que ela também faz diferença no seu dia-a-dia?
Mas, se a resposta for não, dou o meu conselho: comece a usar sua agenda, vai perceber como esse planejamento simples pode influenciar positivamente no seu trabalho.
O líder-escada
por Naísa Modesto
Faz algum tempo que trabalho diretamente com o mercado corporativo. Entrevisto muitos palestrantes e consultores e acompanho o trabalho dos meus colegas aqui na Redação.
Neste período, já ouvi falar em vários tipos de líder: servidor, educador, carismático, burocrático e mais uma centenas de nomes. Desconsiderando as particularidades de cada um destes modelos, atrevo-me a dizer que precisamos de líderes que apóiem.
Aquela figura heróica que faz os resultados decolarem não é exatamente o que considero um bom líder. O “paizão” que defende fracos e oprimidos a todo custo também não me parece muito eficiente. E aqueles que assemelham-se a ímãs – com o poder de puxar e centralizar toda e qualquer atividade? Melhor nem comentar.
Talvez eu devesse defender o modelo de líder-escada. Pense nisso: uma escada firme, bem estruturada e apoiada firmemente no chão. Seus degraus são sólidos e cuidadosamente posicionados para dar mais segurança. Qual outra ferramenta nos proporcionaria igual estabilidade para que pudéssemos subir e enxergar tudo lá de cima? Que outros degraus seriam capaz de nos amparar em busca daquela fruta lá em cima da árvore ou da lâmpada que precisa ser trocada?
Agora imagine que a escada é o líder, os degraus são as competências dele, os frutos são nossas metas e as lâmpadas, idéias antigas que precisam ser aprimoradas.
Isso faz sentido para você? Talvez seja esse o objetivo mesmo: enxergar no líder aquela pessoa capaz de te colocar cada vez mais para cima sem que você se esqueça que a visão privilegiada que você tem de lá do alto só é possível porque ele também participou da sua subida.
Como anda a sua confiança?
por Fernão Silveira
A confiança foi o tema principal da palestra que o consultor americano Stephen M.R. Covey fez na semana passada (dia 25/6), em São Paulo, no evento World Management 2008 (para saber mais, clique aqui e confira a cobertura do Jornal Carreira & Sucesso).
Covey, autor do livro “The Speed of Trust”, traduzido para o português como “O Poder da Confiança” (Editora Campus), defende que ela é sinônimo de lucro. Ele argumenta que todos os dispositivos de segurança e burocracia criados pelas empresas por causa da falta de confiança só geram perda de tempo e custos, muitos custos.
O especialista norte-americano dá dois exemplos que ajudam a ilustrar essa “Speed of Trust” que ele tanto defende. Vale a pena prestar atenção:
1 – O trilionário investidor americano Warren Buffet fechou, há pouco tempo, um negócio de muitas centenas de milhões de dólares com o Wal-Mart (a maior rede varejista do mundo) em apenas duas conversas, sendo a definitiva uma reunião que durou não mais que 4h.
Todo o negócio, segundo Covey, foi fechado “no fio do bigode”, sem todos os caros e demorados procedimentos de auditoria e legalização que geralmente marcam as aquisições de empresas – processo chamado de “dull diligence”.
De acordo com Covey, o negócio foi muito rápido e consideravelmente mais vantajoso para as duas partes graças à confiança mútua, pois Buffet sabia exatamente o que iria encontrar na empresa adquirida e o Wal-Mart sabia que o investidor cumpriria à risca tudo o que fora combinado. “Quando a confiança aumenta, os custos e o tempo do processo diminuem”, argumenta.
2 – Um vendedor de rosquinhas (“donuts”) e cafés de Nova York, dono de uma barraca muito concorrida no distrito financeiro de Manhattan, dobrou seus lucros e melhorou suas vendas graças, unicamente, à…confiança.
A história que Covey conta é a seguinte: esse pequeno comerciante, que trabalha sozinho, tinha uma clientela razoável e ganhava fama pela qualidade de seus produtos. A procura começou a aumentar, mas esse mercador (“one-man show”, segundo o palestrante) estava tendo problemas com a última fase de seu processo de atendimento: a cobrança e devolução de troco aos clientes (estágio que sucede a retirada do pedido e a entrega dos quitutes solicitados). O vendedor, preocupado, percebia que inúmeros clientes – potenciais e antigos – estavam indo embora porque não queriam esperar nas longas filas que começavam a se formar diante de sua barraquinha. Tudo por causa do troco…
O que fazer, então? Confiar, segundo Covey!
O palestrante contou que o vendedor de donuts decidiu colocar em sua barraca uma bacia com moedas e notas de baixo valor, permitindo ao próprio cliente o pagamento da conta e o recolhimento do troco devido.
O resultado?
Segundo Covey, só coisas boas: ele passou a atender mais pessoas e deu fim às filas, aumentando, naturalmente, seu faturamento. Além disso, o vendedor percebeu que em vez de ter problemas com erros (ou má-fé) de clientes na hora do pagamento e retirada do troco, as gorjetas passaram a ser ainda maiores. “Foi a forma que os compradores encontraram de recompensar a confiança que o vendedor depositou neles. Confiança atrai confiança. As pessoas querem que se confie nelas”, argumenta Covey.
O tema da confiança parece estar ganhando espaço no universo corporativo. Voltaremos a falar sobre esse tema aqui no Catho Blog.
E você? Como anda a sua confiança?
Identificação ou complementaridade
por Letícia Fagundes
Pode até ser um programa polêmico, mas que nos faz refletir sobre gestão de negócios, isso faz.
Ontem aconteceu a final do Aprendiz 5, o Sócio. Os dois finalistas e concorrentes muito bons e de resultados. Mas de claríssimas diferenças de estilo. Enquanto um totalmente humanista e bom de relacionamento, o outro mais firme, rígido e sem meias-palavras.
Um conquistou a todos, apesar do jeito mais simples. O outro despertou raivas, apesar de ser excelente argumentador e altamente persuasivo.
Pelo que tenho lido e conversado com grandes personalidades quando o assunto é liderança, o gestor do futuro, o verdadeiro líder é aquele que constrói, transforma e pensa nas pessoas. Por isso, torcia mesmo pelo candidato mais habilidoso no trato de gente. Mas tinha certeza de que o candidato mais parecido com aquele que escolheria o vencedor – Roberto Justus – era o outro, igualmente competente. Foi quando um dos “conselheiros” de Justus abordou essa questão. Em uma sociedade você pensa em duas linhas: a da identificação e a da complementaridade.
Pode ser mais fácil optarmos sempre por trabalhar com pessoas parecidas conosco, afinal, assim, não haverá tantos atritos e discussões. Mas como é importante termos colegas, sócios, subordinados, chefes etc que sejam diferentes e que, por isso, nos complementem. Na minha opinião, pode até sair muuuita ‘briga’ (no bom sentido), mas o produto final será infinitamente mais rico.
P.S. – Ah! No final das contas, para quem não viu, o Justus optou pela complementaridade.
Nos últimos tempos tenho feito e assistido várias apresentações de trabalhos, novas idéias, seminários e palestras. Como sempre existem aquelas apresentações chatas que dão sono ou vontade de sair, e como gostaria de cada vez menos ver apresentações desse tipo, mostrarei algumas dicas que você deve seguir na hora de fazer suas apresentações.
A primeira dica é que não existe uma receita de bolo para fazer apresentações e sim bastante bom senso, é necessário principalmente conhecer bem o público para quem você vai apresentar e o local.
O público sempre será o mais importante, saiba para qual público você vai apresentar e faça uma apresentação direcionada, você não irá fazer uma mesma apresentação para mostrar sua idéia para investidores e para um grupo de crianças por exemplo.
Faça apresentações simples, nada de muito texto para ser lido, isso cansa o expectador. Um bom exemplo disso são as apresentações de Steve Jobs nos keynotes da Apple.
Tenha um cuidado visual com suas apresentações, nada de textos ilegíveis, fontes pequenas, gráficos inexplicáveis. É necessário que o público entenda a mensagem que você está passando, use a linguagem adequada e uma seqüência lógica de fatos.
Pratique, ninguém nasce sabendo, é necessário prática para você ir melhorando. Também aprenda com quem sabe, abaixo segue um vídeo e uma lista de links interessantes.
Lembre-se de que uma boa apresentação pode fazer total diferença para um trabalho ou investimento em uma idéia.
Dicas para apresentações empresariais
8 erros comuns em apresentações