Salmos (SL)

Ξ July 21st, 2008 | → 0 Comments | ∇ bíblia on |

1 : 1 BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
1 : 2 Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
1 : 3 Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
1 : 4 Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
1 : 5 Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
1 : 6 Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.
2 : 1 POR que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?
2 : 2 Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo:
2 : 3 Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.
2 : 4 Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.
2 : 5 Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará.
2 : 6 Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.
2 : 7 Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.
2 : 8 Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão.
2 : 9 Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.
2 : 10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.
2 : 11 Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor.
2 : 12 Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.
3 : 1 SENHOR, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim.
3 : 2 Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá.)
3 : 3 Porém tu, SENHOR, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.
3 : 4 Com a minha voz clamei ao SENHOR, e ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá.)
3 : 5 Eu me deitei e dormi; acordei, porque o SENHOR me sustentou.
3 : 6 Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam.
3 : 7 Levanta-te, SENHOR; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.
3 : 8 A salvação vem do SENHOR; sobre o teu povo seja a tua bênção. (Selá.)
4 : 1 OUVE-ME quando eu clamo, ó Deus da minha justiça, na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.
4 : 2 Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? (Selá.)
4 : 3 Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que é piedoso; o SENHOR ouvirá quando eu clamar a ele.
4 : 4 Perturbai-vos e não pequeis; falai com o vosso coração sobre a vossa cama, e calai-vos. (Selá.)
4 : 5 Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no SENHOR.
4 : 6 Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto.
4 : 7 Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho.
4 : 8 Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança.
5 : 1 DÁ ouvidos às minhas palavras, ó SENHOR, atende à minha meditação.
5 : 2 Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois a ti orarei.
5 : 3 Pela manhã ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei.
5 : 4 Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal.
5 : 5 Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade.
5 : 6 Destruirás aqueles que falam a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento.
5 : 7 Porém eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo.
5 : 8 SENHOR, guia-me na tua justiça, por causa dos meus inimigos; endireita diante de mim o teu caminho.
5 : 9 Porque não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua.
5 : 10 Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se rebelaram contra ti.
5 : 11 Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome.
5 : 12 Pois tu, SENHOR, abençoarás ao justo; circundá-lo-ás da tua benevolência como de um escudo.
6 : 1 SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.
6 : 2 Tem misericórdia de mim, SENHOR, porque sou fraco; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão perturbados.
6 : 3 Até a minha alma está perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?
6 : 4 Volta-te, SENHOR, livra a minha alma; salva-me por tua benignidade.
6 : 5 Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?
6 : 6 Já estou cansado do meu gemido, toda a noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas,
6 : 7 Já os meus olhos estão consumidos pela mágoa, e têm-se envelhecido por causa de todos os meus inimigos.
6 : 8 Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniqüidade; porque o SENHOR já ouviu a voz do meu pranto.
6 : 9 O SENHOR já ouviu a minha súplica; o SENHOR aceitará a minha oração.
6 : 10 Envergonhem-se e perturbem-se todos os meus inimigos; tornem atrás e envergonhem-se num momento.
7 : 1 SENHOR meu Deus, em ti confio; salva-me de todos os que me perseguem, e livra-me;
7 : 2 Para que ele não arrebate a minha alma, como leão, despedaçando-a, sem que haja quem a livre.
7 : 3 SENHOR meu Deus, se eu fiz isto, se há perversidade nas minhas mãos,
7 : 4 Se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo (antes, livrei ao que me oprimia sem causa),
7 : 5 Persiga o inimigo a minha alma e alcance-a; calque aos pés a minha vida sobre a terra, e reduza a pó a minha glória. (Selá.)
7 : 6 Levanta-te, SENHOR, na tua ira; exalta-te por causa do furor dos meus opressores; e desperta por mim para o juízo que ordenaste.
7 : 7 Assim te rodeará o ajuntamento de povos; por causa deles, pois, volta-te para as alturas.
7 : 8 O SENHOR julgará os povos; julga-me, SENHOR, conforme a minha justiça, e conforme a integridade que há em mim.
7 : 9 Tenha já fim a malícia dos ímpios; mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas os corações e os rins.
7 : 10 O meu escudo é de Deus, que salva os retos de coração.
7 : 11 Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias.
7 : 12 Se o homem não se converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado.
7 : 13 E já para ele preparou armas mortais; e porá em ação as suas setas inflamadas contra os perseguidores.
7 : 14 Eis que ele está com dores de perversidade; concebeu trabalhos, e produziu mentiras.
7 : 15 Cavou um poço e o fez fundo, e caiu na cova que fez.
7 : 16 A sua obra cairá sobre a sua cabeça; e a sua violência descerá sobre a sua própria cabeça.
7 : 17 Eu louvarei ao SENHOR segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR altíssimo.
8 : 1 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!
8 : 2 Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam, por causa dos teus inimigos, para fazer calar ao inimigo e ao vingador.
8 : 3 Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste;
8 : 4 Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?
8 : 5 Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.
8 : 6 Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:
8 : 7 Todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo,
8 : 8 As aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares.
8 : 9 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!
9 : 1 EU te louvarei, SENHOR, com todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.
9 : 2 Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo.
9 : 3 Porquanto os meus inimigos retornaram, caíram e pereceram diante da tua face.
9 : 4 Pois tu tens sustentado o meu direito e a minha causa; tu te assentaste no tribunal, julgando justamente;
9 : 5 Repreendeste as nações, destruíste os ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente.
9 : 6 Oh! inimigo! acabaram-se para sempre as assolações; e tu arrasaste as cidades, e a sua memória pereceu com elas.
9 : 7 Mas o SENHOR está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar.
9 : 8 Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão.
9 : 9 O SENHOR será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia.
9 : 10 Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, SENHOR, nunca desamparaste os que te buscam.
9 : 11 Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos.
9 : 12 Pois quando inquire do derramamento de sangue, lembra-se deles: não se esquece do clamor dos aflitos.
9 : 13 Tem misericórdia de mim, SENHOR, olha para a minha aflição, causada por aqueles que me odeiam; tu que me levantas das portas da morte;
9 : 14 Para que eu conte todos os teus louvores nas portas da filha de Sião, e me alegre na tua salvação.
9 : 15 Os gentios enterraram-se na cova que fizeram; na rede que ocultaram ficou preso o seu pé.
9 : 16 O SENHOR é conhecido pelo juízo que fez; enlaçado foi o ímpio nas obras de suas mãos. (Higaiom; Selá.)
9 : 17 Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.
9 : 18 Porque o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres perecerá perpetuamente.
9 : 19 Levanta-te, SENHOR; não prevaleça o homem; sejam julgados os gentios diante da tua face.
9 : 20 Põe-os em medo, SENHOR, para que saibam as nações que são formadas por meros homens. (Selá.)
10 : 1 POR que estás ao longe, SENHOR? Por que te escondes nos tempos de angústia?
10 : 2 Os ímpios na sua arrogância perseguem furiosamente o pobre; sejam apanhados nas ciladas que maquinaram.
10 : 3 Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao SENHOR.
10 : 4 Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus.
10 : 5 Os seus caminhos atormentam sempre; os teus juízos estão longe da vista dele, em grande altura, e despreza aos seus inimigos.
10 : 6 Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade.
10 : 7 A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de astúcia; debaixo da sua língua há malícia e maldade.
10 : 8 Põe-se de emboscada nas aldeias; nos lugares ocultos mata o inocente; os seus olhos estão ocultamente fixos sobre o pobre.
10 : 9 Arma ciladas no esconderijo, como o leão no seu covil; arma ciladas para roubar o pobre; rouba-o, prendendo-o na sua rede.
10 : 10 Encolhe-se, abaixa-se, para que os pobres caiam em suas fortes garras.
10 : 11 Diz em seu coração: Deus esqueceu-se, cobriu o seu rosto, e nunca isto verá.
10 : 12 Levanta-te, SENHOR. Ó Deus, levanta a tua mão; não te esqueças dos humildes.
10 : 13 Por que blasfema o ímpio de Deus? dizendo no seu coração: Tu não o esquadrinharás?
10 : 14 Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado, para o retribuir com tuas mãos; a ti o pobre se encomenda; tu és o auxílio do órfão.
10 : 15 Quebra o braço do ímpio e malvado; busca a sua impiedade, até que nenhuma encontres.
10 : 16 O SENHOR é Rei eterno; da sua terra perecerão os gentios.
10 : 17 SENHOR, tu ouviste os desejos dos mansos; confortarás os seus corações; os teus ouvidos estarão abertos para eles;
10 : 18 Para fazer justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem da terra não prossiga mais em usar da violência.
11 : 1 NO SENHOR confio; como dizeis à minha alma: Fugi para a vossa montanha como pássaro?
11 : 2 Pois eis que os ímpios armam o arco, põem as flechas na corda, para com elas atirarem, às escuras, aos retos de coração.
11 : 3 Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?
11 : 4 O SENHOR está no seu santo templo, o trono do SENHOR está nos céus;
os seus olhos estão atentos, e as suas pálpebras provam os filhos dos homens.
11 : 5 O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma.
11 : 6 Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso; isto será a porção do seu copo.
11 : 7 Porque o SENHOR é justo, e ama a justiça; o seu rosto olha para os retos.
12 : 1 SALVA-NOS, SENHOR, porque faltam os homens bons; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens.
12 : 2 Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado.
12 : 3 O SENHOR cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente.
12 : 4 Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; são nossos os lábios; quem é SENHOR sobre nós?
12 : 5 Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o SENHOR; porei a salvo aquele para quem eles assopram.
12 : 6 As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.
12 : 7 Tu os guardarás, SENHOR; desta geração os livrarás para sempre.
12 : 8 Os ímpios andam por toda parte, quando os mais vis dos filhos dos homens são exaltados.
13 : 1 ATÉ quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?
13 : 2 Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo?
13 : 3 Atende-me, ouve-me, ó SENHOR meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na morte;
13 : 4 Para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários não se alegrem, vindo eu a vacilar.
13 : 5 Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação se alegrará o meu coração.
13 : 6 Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.
14 : 1 DISSE o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.
14 : 2 O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.
14 : 3 Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um.
14 : 4 Não terão conhecimento os que praticam a iniqüidade, os quais comem o meu povo, como se comessem pão, e não invocam ao SENHOR?
14 : 5 Ali se acharam em grande pavor, porque Deus está na geração dos justos.
14 : 6 Vós envergonhais o conselho dos pobres, porquanto o SENHOR é o seu refúgio.
14 : 7 Oh, se de Sião tivera já vindo a redenção de Israel! Quando o SENHOR fizer voltar os cativos do seu povo, se regozijará Jacó e se alegrará Israel.

 

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